Translate

Pesquise

quinta-feira, 10 de maio de 2012

ESA declara fim da Missão Envisat

Poucas semanas depois de comemorar seu décimo ano em órbita, a comunicação com o satélite Envisat foi subitamente perdida em 8 de Abril. Após rigorosas tentativas de restabelecer o contato e a investigação de cenários de falha, foi declarado o fim da missão.


Uma equipe de engenheiros passou o último mês tentando recuperar o controle do Envisat, investigando as possíveis razões para o problema. Apesar dos contínuos comandos enviados de uma ampla rede de estações terrestres, não houve nenhuma reação do satélite.
Envisat (impressão artística). Fonte: ESA.
Como não houve nenhum sinal de degradação antes da perda do contato, a equipe tem recolhido outras informações para ajudar a compreender a condição do satélite ‒ entre estas, imagens de radar terrestre e do satélite francês Pleiades.


Com essas informações, a equipe tem gradualmente elaborado cenários de falha possíveis, entre eles a perda do regulador de potência, o que bloquearia a telemetria e telecomandos.

continuar lendo: http://goo.gl/c3cBc

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Esforços para retomar contato com satélite Envisat continuam


Por Alexandre Scussel | 14h32, 26 de Abril de 2012


Em 8 de abril o satélite Envisat, considerado como o satélite de observação mais complexo a orbitar a Terra, parou de enviar dados. Desde então o controle da missão, pertencente à Agência Espacial Europeia (ESA), vem tentando recuperar o contato com o satélite.


Última imagem capturada pelo Envisat mostra Espanha e Portugal, gerada antes da perda do sinal em 8 de abril
Para determinar se o Envisat entrou no seu modo de segurança- que seria um ponto de partida para a retomada do contato – a equipe de controle está atrás de várias fontes de informação. Estações em terra vêm utilizando tecnologia laser para verificar a estabilidade da órbita do satélite.


No dia 15 de abril, a Agência Espacial Francesa direcionou os satélites de alta resolução PLEIADES para passarem a cerca de 100 quilômetros do Envisat, e assim capturar imagens. Especialistas estão usando as imagens para determinar a orientação dos painéis solares do Envisat – fonte de energia do satélite. Se o painel está em uma posição adequada para obter radiação solar, então o satélite tem energia suficiente para estar em modo de segurança, permitindo assim o restabelecimento das comunicações com a Terra.

Site da NASA mostra a Terra em transformação

Galeria de imagens da agência compara as mudanças que ocorreram ao longo dos anos, ou mesmo séculos, em vários locais do planeta; no Brasil inclusive
  
Por Gabriela Ruic
No site State of Flux, NASA compara as transformações ocorridas em diversos locais do planeta e em diferentes períodos
São Paulo – A NASA sempre aproveitou o seu conhecimento aeroespacial para ficar de olho, do espaço ou da Terra, em tudo o que acontece no planeta e faz questão de dividir suas descobertas com o grande público. Em mais uma ação do gênero, a agência lançou uma nova versão da sua impressionante galeria de imagens, a State of Flux.

Atualizada semanalmente, a página, parte do programa que estuda os fenômenos climáticos (Global Climate Change), reúne mais de 160 imagens. Elas comparam as mudanças que acontecem no planeta, seja por conta de transformações naturais ou humanas, ao longo dos anos ou mesmo dos séculos. A maioria delas foi capturada por satélites da agência enquanto algumas foram tiradas por cientistas e pesquisadores.

O site divide-se em sete categorias: cidades, eventos extremos, gelo, impacto humano, água, ocupação da terra e top picks (as favoritas da equipe). Em cada uma é possível observar o impacto do aquecimento global no derretimento de gelo em cadeias montanhosas, por exemplo, ou a expansão urbana causada pelo crescimento populacional.

No que diz respeito ao Brasil, as imagens da agência mostram o desmatamento no estado do Mato Grosso. A primeira delas, feita em 1992 por um satélite do Landsat Program - em atividade desde 1972 - mostra que, na época, 25% da área do estado já estava devastada. A segunda foi capturada em 2006 por outro satélite e aponta que, em menos de 15 anos, 80% da floresta local foi desmatada.

Sistema lançado no aniversário da Embrapa disponibiliza dados geoespaciais para agricultura e meio ambiente


Por Graziella Galinari | 25 de Abril de 2012




O sistema GEONETCast, criado para disseminar dados de satélite e produtos ambientais utilizando infraestrutura de baixo custo, é uma das tecnologias apresentadas durante as comemorações pelo aniversário de 39 anos da Embrapa, neste dia 25 de abril, em Brasília (DF). Um sistema receptor está em operação na Embrapa Monitoramento por Satélite (Campinas/SP) como resultado da participação no projeto internacional DevCoCast, permitindo o acesso a uma grande diversidade de informações geoespaciais fornecidas por diversos provedores em todo o planeta.


Em escala continental, os dados disponibilizados pelo sistema têm aplicação em questões relacionadas à vegetação e à agricultura, incêndios e inundações, recursos hídricos, dados de oceanos, tempo e clima, visando tomadas de decisão na agricultura, monitoramento da vegetação e de eventos extremos, como secas, estimativa de rendimento agrícola e vulnerabilidade ambiental, em prol do desenvolvimento sustentável. A participação no sistema também oferece a possibilidade de obtenção de dados em séries históricas de imagens de satélite.


“Os produtos gerados através do processamento destes dados poderão beneficiar decisões técnicas e políticas em todos os setores da sociedade, incluindo agricultura e uso das terras, meio ambiente e mudanças climáticas, turismo, entre outras, diminuindo o impacto causado pela dependência de informação vinda dos grandes centros por parte dos países em desenvolvimento, contribuindo para a busca da sustentabilidade”, explica um dos coordenadores do projeto, Édson Luis Bolfe.


continuar lendo: http://goo.gl/EzqHT

Cidade de São Carlos desponta em tecnologia e aerofotogrametria

Por Alexandre Scussel | 13h20, 29 de Março de 2012


O título “Capital Nacional da Tecnologia” não foi conquistado à toa. Apelidada de a terra dos doutores-empreendedores, São Carlos (230 km da capital Paulista) desponta como um dos principais celeiros de produção tecnológica do País: da robótica à biofotônica, da óptica à aerofotogrametria, a cidade abriga cerca de 240 empresas de base tecnológica (EBTs), número que corresponde a 25% do parque industrial do município.


A vocação tecnológica da cidade não nasceu da noite para o dia. Com renomadas instituições de ensino superior, incluindo o campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e dois campi da Universidade de São Paulo (USP), a cidade de 230 mil habitantes também atraiu dois centros de pesquisa da Embrapa, incubadoras tecnológicas além de um complexo empresarial considerado o primeiro parque tecnológico de 3ª geração do País. É esse ambiente propício à inovação que fez de São Carlos o município brasileiro com a maior densidade de doutores (PhD): há um para cada 140 habitantes, realidade bem diferente da média nacional, que é de um doutor para cada 5.423 habitantes. É a maior concentração de doutores por habitante na América Latina.


VANTs e aerofotogrametria


Um exemplo entre os variados cases de sucesso da cidade é a AGX Tecnologia. A empresa, que nasceu em 2002, foi a primeira no Brasil a realizar um voo de Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) de asa fixa em 2005. Com alto knowhow no processamento de imagens georreferenciadas e no desenvolvimento de tecnologias embarcadas – em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC, da USP), a AGX lançou em 2011 o VANT mais barato do Brasil (a partir de R$ 60 mil) com tecnologia 100% nacional.


VANT Tiriba


Denominado Tiriba, o avião robô está sendo usado em uma parceria entre a empresa e a Polícia Militar do Estado de São Paulo no monitoramento de áreas agrícolas. “O VANT permitirá à polícia monitorar e quantificar crimes ambientais com alta precisão. São benefícios que envolvem um baixo custo operacional e ausência de riscos, já que o VANT é operado por um piloto automático”, destaca Adriano Kancelkis, diretor-presidente da empresa. O empresário ressalta a importância das parcerias com a universidade. “É essencial que empresas de tecnologia mantenham essa ligação. A universidade também se beneficia, inclusive com o licenciamento de patentes”, pontua Kancelkis.


Para 2012, a empresa anunciou o lançamento de novos modelos para uso civil. A terceira família de Vants produzida pela AGX irá se chamar VSX. O equipamento terá 20 horas de autonomia de voo e poderá cumprir missões com até 4.000 km de alcance, atingindo uma velocidade de até 200 km/h.


continuar lendo: http://goo.gl/iC5RM

Brasil caminha para se tornar um dos maiores geradores eólicos


Clipping MP / Valor Econômico / Roberto Rockmann


A evolução da energia eólica na matriz elétrica nacional tem sido exponencial. Estima-se que o segmento já represente 0,9% da geração de energia, percentual que deverá crescer ainda mais nos próximos anos diante da perspectiva de contratação de dois mil megawatts (MW) anuais, o que também deverá consolidar o mercado brasileiro, hoje o décimo-primeiro do mundo, como um dos dez maiores do planeta.


Entre 2005 e 2011, dos 64 mil MW contratados nos leilões de energia, 10% desse total, ou 6750 MW, se referem a projetos eólicos. "A produção do Brasil equivale a 9% da demanda mundial de aerogeradores. Há três anos tínhamos dois fabricantes no Brasil, hoje, temos oito e devemos ter mais um em 2013. O Brasil deverá passar da décima-primeira posição para quarta ou quinta de aumento de capacidade anual do segmento", afirma Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).


Outros fabricantes, inclusive empresas chinesas, analisam construir uma fábrica no Brasil nos próximos anos, segundo ele. A capacidade produtiva da indústria instalada no Brasil deverá ser superior à demanda do País, permitindo que parte da produção seja destinada à exportação. O potencial ainda é muito grande. No início da década foi feito um estudo que apontou que o Brasil poderia chegar a uma potência estalada de 143 GW no segmento, dez vezes mais do que a capacidade da usina de Itaipu, uma das maiores do mundo. Mas a medição tinha sido feita com aerogeradores com altura inferior a 50 metros. Hoje usam-se equipamentos com altura superior a 100 metros. Quanto maior altura, maior a velocidade dos ventos. "O potencial deve ser maior que os 143 GW, mas não sei quantas vezes. Algo que era sustentado apenas por subsídio se tornou bastante competitivo."


continuar lendo: http://goo.gl/kiroF


Fonte: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/4/26/brasil-caminha-para-se-tornar-um-dos-maiores-geradores-eolicos/?searchterm=


Postado por MENEZES (Servidor público inativo, historiador e adesguiano/SC - Editor do Boletim Informativo CURUPIRA) às Quinta-feira, Abril 26, 2012

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Bactéria mineradora pode ser alternativa sustentável para extração de cobre

Revista Sustentabilidade


Microorganismo que se alimenta de ferro é objeto de estudo em Araraquara.

Na natureza, há bactérias que encontram nos minerais suas principais fontes de subsistências. Para a Acidithiobacillus ferrooxidans, jazidas de calcopirita – formadas por ferro, cobre e enxofre – representam um banquete. E para a indústria mineradora, essa preferência alimentar da A. ferrooxidans pode ser a possibilidade de obter métodos mais sustentáveis para a extração de cobre.

Segundo a professora Denise Bevilaqua, do Instituto de Química (IQ), Câmpus de Araraquara, que estuda essa bactéria desde os anos 1990, por meio do seu metabolismo é possível fazer a mineração do cobre por biolixiviação. Enquanto colônias desses microorganismos consomem o ferro das montanhas de calcopirita, elas produzem o ácido sulfúrico necessário para promover a solubilização dos outros metais.

Com base nesse conhecimento, destaca a pesquisadora, o IQ criou a linha de pesquisa “Bioprocessos aplicado à mineração e ao meio ambiente”. “A Unesp é uma das poucas Universidades que tem um banco de linhagens de várias espécies dessa bactéria”, informa a professora, cujas pesquisas já conseguiram ampliar em 100% a capacidade de biolixiviação natural da A. ferrooxidans. “Sem interferência mais drástica e sem elevar a temperatura conseguimos aumentar de 30% para 60% o seu metabolismo”.

Recentemente Denise obteve aprovação de financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para o projeto intitulado “Biolixiviação da calcopirita: mecanismos e interações da superfície bactéria/mineral”.

continuar lendo: http://goo.gl/qOMg1